Pastoral do Dízimo

A Pastoral do Dízimo é um serviço realizado na Igreja e tem como papel principal de conscientizar cada participante da comunidade da sua responsabilidade com a sua Igreja e com a sua Comunidade, levando-a a refletir e organizar as contribuições. Tornar o cristão responsável comunitariamente.

É uma contribuição voluntária, regular, periódica e proporcional aos rendimentos auferidos, que todo batizado deve assumir como sua obrigação, mas também seu direito em relação à manutenção da vida da Igreja local onde participa.

Embora a conseqüência natural da implantação do dízimo seja um crescimento na arrecadação paroquial o objetivo da organização da pastoral do dízimo nunca deveria ter essa conotação de resolver o problema de caixa da paróquia, mas conscientizar o paroquiano da sua responsabilidade com a comunidade da qual faz parte.

Sabemos que a diocese tem um plano de pastoral e que em, certa medida, tudo o   que acontece ao nível da diocese deveria acontecer na paróquia. Logo, todas   as pastorais que existem na diocese, ou ao menos aquelas possíveis em cada   paróquia, deviam ali existir.O bom desempenho pastoral na Igreja depende do   harmônico funcionamento das diversas pastorais e a pastoral do dízimo tem o   seu papel importantíssimo na pastoral de conjunto.

Para que aconteça uma pastoral de conjunto dinâmica e atuante é necessário   que todos contribuam. A participação não é meramente financeira mas implica   também na doação pessoal à comunidade de tempo e talentos. A equipe paroquial   da pastoral do dízimo tem preponderantemente o papel de conscientizar cada   participante da comunidade de sua responsabilidade em contribuir em todos os sentidos para com essa mesma comunidade e toda a Igreja.

O seu papel preponderante é o de ser conscientizadora. Mas há tarefas a serem   executadas. Tarefas de cadastro de dizimistas, arrecadação do dízimo ao final   das missas, redação e remessa de correspondências diversas aos dizimistas,   confecções de cartazes, visitas, participações eventuais nas celebrações   comemorativas do dízimo e muitas outras circunstâncias que podem surgir, sem   esquecer de um fator muito importante que é a prestação de contas regulares e   periódicas à comunidade das arrecadações e gastos ocorridos.

Se considerarmos apenas as tarefas de organização, cadastro e organização é provável que a resposta seja sim, mas lembremo-nos que a principal função da equipe paroquial da pastoral do dízimo é o de ser conscientizadora da necessidade de todos serem dizimistas.

A condição essencial para ser membro da equipe paroquial é a de ser um dizimista consciente, o que implica em freqüência e participação assíduas, independente de status social, intelectual ou profissional.

Não. A falta crônica de dinheiro nas paróquias é uma conseqüência. A causa é   a falta de conscientização da responsabilidade de todo batizado em participar   e cooperar para sustentar a vida de sua comunidade de fé.

“Então, ao lugar que o Senhor, vosso Deus, escolheu para estabelecer   nele o seu nome, ali levareis todas as coisas que vos ordeno: vossos   holocaustos, vossos sacrifícios, vossos dízimos, vossas primícias e todas as   ofertas escolhidas que tiverdes prometido por voto ao Senhor”. (Dt.   12,11s). O dízimo pertence a Deus e é no Templo que deve ser entregue, ou   seja, na nossa paróquia onde participamos regularmente. Levar um auxílio a um   pobre, fazer um donativo a uma instituição beneficente são obras muito boas e   agradáveis a Deus mas não são dízimos e não nos isentam de contribuir com o   dízimo.

O dízimo, sendo uma contribuição regular e periódica e proporcional ao ganho   de cada dizimista, deve ser entregue na comunidade com a mesma regularidade   que acontecem o recebimento desses ganhos. Normalmente costuma ser mensal.

Embora a palavra dízimo tenha o significado de décima parte, ou dez por cento, cada pessoa deve livremente definir, segundo os impulsos de seu coração, sem tristeza e nem constrangimento, qual seja o percentual de seus   ganhos que deve destinar ao dízimo a ser entregue para a sua comunidade. No entanto, a experiência tem comprovado que aqueles que, num passo de fé e   respondendo à promessa de Deus em Malaquias 3,10 – optaram pelo dízimo integral dos 10 por cento – não se arrependeram de tê-lo feito e nem sentiram falta em seus orçamentos, ao contrário sentem-se mais abençoados que antes, quando suas contribuições eram proporcionalmente menores. De qualquer modo, cada dizimista deve sentir-se livre diante de Deus para fixar o percentual de sua contribuição.

De fato, a liturgia prevê um momento em que somos convidados a oferecer os   nossos dons diante do altar do Senhor e nesse momento ninguém deve comparecer   de mãos vazias (cf Dt. 16,10.15-17). Oferecemos o que trazemos em nosso   íntimo e também fazemos a nossa oferenda material. Não participar desse   momento especial da liturgia é não participar da Missa plenamente. Mas quando   fazemos a nossa oferta na Missa não estamos isentos de contribuirmos com o   nosso dízimo e nem mesmo de darmos esmolas e praticar outras obras de   caridade.